Ingredientes: 1kg de bacalhau (desfiado); 1kg de batatas; 1 ramo de salsa; pimenta (moída na hora); 2 claras; azeite; óleo para fritar.sexta-feira, novembro 30
"Berlindes de bacalhau"
Ingredientes: 1kg de bacalhau (desfiado); 1kg de batatas; 1 ramo de salsa; pimenta (moída na hora); 2 claras; azeite; óleo para fritar.sexta-feira, novembro 2
"Pãezinhos de Sal"

As águas da chuva que caem na marinha e se misturam com o sal, dão origem à “água-mãe”. É da cristalização da “água mãe” que nasce o “sal de embate” que se aproveita para a feitura dos pãezinhos. As formas para os confeccionar eram feitas dos restos dos rodos de madeira de carvalho ou sobro, já os velhos e gastos, sem serventia para “rapar” o sal nas salinas. Os salineiros entretinham-se a fazê-las nas horas vagas, desenhando-as e esculpindo nelas, com um canivete, os “lavramentos” (símbolos) das ganadarias e casas de lavradores mais próximos do Concelho de Alcochete. Não faltavam também o Brazão de Alcochete, o Barrete Verde e desenhos de casas e de flores para alegrar e decorar ao Pãezinhos de Sal. Estes “lavramentos” eram primeiramente desenhados a lápis, na madeira, da esquerda para a direita, para que depois de se desenformarem, aparecesse o desenho no sentido correcto.
Processo de Realização:
Dentro de um aguidar deita-se o “sal de embate” e com um púcaro vai-se deitando água, a pouco e pouco, amassando… amassando até tomar consistência.
Uma vez esculpida a forma de madeira com desenho a gosto, deita-se-lhe uma mão cheia de sal e bate-se com um masso, muito bem, para o sal aderir à forma.
Abrem-se as chavetas da forma a desenformam-se os pãezinhos, colocando-os em cima do feno lavado, suficientemente afastados para não estragar o “lavramento” (desenho).
Secam durante três dias e três noites, apanhando o orvalho que é óptimo para empredar o sal.
Outrora, os “Pãezinhos de Sal” eram levados para o mercado sobre folhas de feno, para venda às donas de casa que os colocavam nas suas cozinhas, sobre prateleiras enfeitadas com lindas cortinas bordadas. E com o seu “lavramento” requintado constiuíam um regalo para os olhos de quem os visse!
"Amores de Alcochete"
Actualmente com um formato esguio, razão pela qual é chamado de palito, mas nem sempre foi assim. Começou por ser redondo e chamava-se “Amores de Alcochete” – receita com mais de 400 anos! Ia caindo no esquecimento mas, graças a uma famosa doceira alcochetana não se perdeu a receita, apesar de ser ter mudado o formato, estes eram vendidos na antiga padaria da Rua Direita, por um tostão…Ingredientes: Farinha de trigo 1kg; 6 ovos; 650gr de açúcar branco; raspas de 3 limões; 250gr manteiga
Num alguidar põe-se o açúcar, depois os ovos inteiros, a raspa dos 3 limões e amassa-se tudo sempre à mão. Depois de tudo bem ligado, junta-se a manteiga derretida, mexendo sempre. Depois a farinha de trigo, amassando sempre com a mão.
Deixa-se dentro do alguidar a levedar e a secar um pouco a massa. Entretanto unta-se um tabuleiro com óleo polvilhando-o com farinha. Estende-se a massa e corta-se aos palitos, pincelando-os com gema de ovo. Dá-se-lhes feitio e decoração com cortes de faca.
Colocam-se no tabuleiro, distanciados, e levam-se ao forno.
Se em vez de palitos forem “Amores de Alcochete”, cortam-se em bolinhas e decora-se com grajeias coloridas e miudinhas.
terça-feira, outubro 23
"Viseu"
Chegamos a Viseu... bonita cidade beirã que abriga na sua zona histórica- junto à Sé e ao Museu Grão Vasco - um dos mais merecidamente acarinhados restaurantes de cozinha tradicional portuguesa, que dá pelo nome "O Cortiço". Desde há alguns anos a esta parte, esta é uma paragem obrigatória para nós!
Que saudades tinhamos deste "Cortiço".
domingo, outubro 21
"Peru recheado com castanhas"

sexta-feira, outubro 19
"Arroz doce branco alcochetano"
Antigamente o arroz doce branco fazia parte integrante da vida festiva de Alcochete, como prato especial. Era uma presença muito querida em todas as comemorações importantes - baptizados, aniversários, Natal, Páscoa... mas principalmente nos casamentos!
Lava-se muito bem o arroz, escorre-se. Dentro de um tacho põe-se o leite, a àgua, a casca dos limões, a canela em pau, a manteiga e o sal. Vai ao lume e quando ferver deita-se o arroz a cozer, mexendo com uma colher de pau. Deve mexer sempre com o cuidado para que o arroz não se pegue ao fundo do tacho, afrouxando o lume para que o líquido não se entorne. Só depois do "bago" de arroz estar cozido se junta o açúcar e continua-se a mexer, seguindo esta técnica: leva-se a colher para a frente, depois para trás, dando a volta ao tacho junto às paredes deste, e traz-se a colher ao meio. Se a colher ficar "em pé" significa que o arroz está pronto.
Deita-se em pires, pratos e travessas. Deixa-se arrefecer e só depois se enfeita com canela em pó, utilizando as pontas dos dedos para fazer desenhos decorativos. O arroz deve ficar bem seco para se poder partir em fatias - como manda a tradição alcochetana.
"Fogaça"
A fogaça é uma espécie de pão adocicado. O seu peso tradicional é de um quilo, mas modernamente as doceiras começaram a fazer a fogaça em miniaturas, com o peso de duzentas e cinquenta gramas ou quinhentas gramas. O seu passado histórico tem mais de 600 anos! Nasceu de uma promessa... em tempos idos, quando os homens se fizeram ao mar, surgiu inesperadamente um vendaval tão forte que até as esperanças se perderam! Nessa altura, um barqueiro, sentindo-se naufragar, gritou pela Virgem Santíssima, pedindo-Lhe protecção. E a fé foi tão grande que a Senhora apareceu, surgindo do monte da Atalaia... e o vendaval amainou permitindo à embarcação chegar com a tripulação, sã e salva, a Alcochete. A fé desses barqueiros consolidou-se e como reconhecimento foram em procissão ao monte da Atalaia oferecer à Virgem (que tomou o nome da localidade) uma bandeira e a miniatura do seu barco. E como nesse tempo já havia gente com muita arte para a doçaria, fizeram uma bola morena e adocicada a que deram o nome de Fogaça.segunda-feira, outubro 15
"As amêijoas Alcochetanas"
O Largo da República assim denominado por ter sido o local de Alcochete onde se içou, pela primeira vez, a bandeira republicana aquando da implantação da República, em 1910, chamava-se, anteriormente, o Largo da Praça, sendo um espaço público onde os homens de Alcochete se reuniam esperando ser contratados pelos patrões, para o trabalho nas salinas."Massada de Choco Alcochetana"
1kg de choco; meio quilo de massa cotovelo grossa; 1 cebola grande; 2 tomates médios; 1 dente de alho; 1 ramo de coentros; sal, piri-piri e azeite q.b.domingo, setembro 30
"Camarões panados"
750g de camarões (tamanho médio); 3 colheres (sopa) de farinha maisena; 3 colheres (sopa) de farinha; 1 colher (chá) de fermento em pó; meia chávena de leite; sal; óleo para temperar."Receitas com Vinho"
sábado, setembro 29
"Perdizes de Outono"
No prato de serviço, disponha sobre as fatias de pão, as perdizes e os cogumelos. Regue com o molho e enfeite com os bagos de uva. Sirva com puré de batata e couves-de-bruxelas.
quinta-feira, setembro 27
"Chá das Sogras"
- A minha sogra vem passar a tarde cá a casa! O que sugeres que lhe sirva? Perguntou-me a Célia, muito insegura... No meio de uma risada respondi-lhe:- Simples, serve um chá forte com uns biscoitos, feitos pelos teus filhotes, ou com um bom bolo de chocolate. Ela vai adorar!Pois é amiga, como prometi aqui ficam algumas sugestões que não te vão deixar ficar mal... experimenta e amanhã conta-me como foi! Beijos doces.
O chá pode ser: preto; de caramelo;maçã-canela ou manga-pêssego.Deixam no ar um aroma quente e doce, genial para sogras!
Serve com: Bolinhos com geleia ou com Bolinhos com cerejas. É claro que podes optar sempre pelo belo bolo de chocolate - receita da minha titi Ana.
Bolinhos com geleia
500g de açúcar; 10 ovos; 600g de farinha; 1 colher (café)com fermento em pó.
Bater os ovos com o açúcar, depois adicionar a farinha e o fermento em pó, mexer suavemente sem bater!
Fazer montinhos com cerca de 4cm de diâmetro sobre o tabuleiro untado com manteiga e polvilhado com farinha, utilizando um saco de pasteleiro de boca lisa. Levar ao forno pré-aquecido a 280º. Vigiar a cozedura!
Servir frios com geleia (a gosto).
Bolinhos com cereja
500g de manteiga; 500g de açúcar; 4 ovos; 250g de farinha, raspa da casca de um limão; 300g de amêndoa ralada; 125g de cerejas cristalizadas; 100g de açúcar em pó; sumo de limão.
Bater a manteiga com o açúcar até obter um creme esbranquiçado. Adicionar os ovos ao creme e mexer. Depois ,juntar a farinha, a raspa do limão e as amêndoas. Mexer todos os ingredientes até ficarem bem ligados.
Dividir a massa em 5 partes iguais. Moldar uma das partes em forma de rolo. Cortar em 6 partes iguais e dispor num tabuleiro, previamente untado com manteiga e polvilhado com farinha, fazendo "SS" com a massa. Colocar metade de uma cereja em cada curva da massa.
Repetir o processo para a restante massa. Levar ao formo previamente aquecido a 180º(durante 10 minutos).
Num recipiente à parte, misturar o açúcar em pó com sumo do limão, até ficar grosso. Com uma colher de chá, distribuir o preparado pelos bolinhos.Deixar arrefecer e delicie-se.
Bolinho de chocolate da minha titi
1 chávena de açúcar; 1 chávena de chocolate em pó; 2 chávenas de farinha; 1 colher (chá) de fermento em pó; meia chávena de óleo; 1 chávena com água a ferver; 4 ovos.
Misturar o açúcar com os ovos, mexer bem até obter um creme esbranquiçado. Juntar o chocolate em pó e a farinha com o fermento a pouco e pouco, mexer. Depois o óleo e finalmente a água a ferver. Misturar muito bem todos os ingredientes!
Untar uma forma de chaminé com manteiga e polvilhar com farinha. Levar ao formo pré-aquecido a 180º durante cerca de 35 minutos. Retirar e deixar arrefecer...
segunda-feira, setembro 24
"Sugestões de Outono"
Lavam-se os cogumelos em água corrente e deixam-se, durante trinta minutos, dentro de um recipiente com cerca de 1,5l de água e o vinagre.
Passam-se novamente por água e põem-se em lume brando a cozer em leite, com as cebolas, previamente descascadas, lavadas e cortadas em quartos, durante 25 minutos... Depois de cozidos retiram-se algum (cerca de meia dúzia) e reservam-se. O restante desfaz-se com o triturador e passa-se por um passador de rede fina. Volta a lume brando com as natas e a margarina levemente batidas com as gemas de ovo, mexendo sempre.
Deixa-se fervilhar durante 12 minutos e tempera-se com sal e pimenta, serve-se morno, distribuindo pelos pratos os cogumelos que estavam reservados.
Bom apetite!

