Magret de pato com puré de batata-doce e molho de frutos vermelhos e vinho do Porto


 






 

Há pratos que parecem muito mais complicados do que realmente são. Este é um deles.

Gosto muito de magret de pato porque, quando é bem preparado, não precisa de grandes artifícios. Uma pele dourada e ligeiramente crocante, a carne tenra e rosada por dentro e um molho que equilibre toda aquela riqueza. Desta vez acompanhei-o com um puré de batata-doce bem cremoso e um molho de frutos vermelhos reduzido com vinho do Porto.

O resultado foi um prato bonito, reconfortante e cheio de sabor. Daqueles que apetece fazer quando queremos transformar um almoço em casa numa refeição um bocadinho mais especial.

O magret comprei na Home Butcher ⁠. É vendido com a pele e a camada de gordura intactas, precisamente o que precisamos para conseguir aquela caramelização deliciosa. 

Ingredientes  (para 2 pessoas)

Para o magret

1 magret de pato;
Sal e pimenta preta moída na hora;
1 ramo de alecrim;

Para o puré

500 g de batata-doce;
1 colher de sopa generosa de manteiga;
Um pouco de leite ou natas;
Sal;
Pimenta;
Uma pitada de noz-moscada;

Para o molho

150 g de frutos vermelhos, frescos ou congelados;
100 ml de vinho do Porto;
1 colher de sopa de açúcar amarelo ou mel;
1 pequena noz de manteiga;
Uma pitada de sal;

Preparação...

Comecei pelo puré. Cozi a batata-doce em água temperada com sal até ficar bem macia. Depois de escorrida, esmaguei-a ainda quente e juntei a manteiga e um pouco de leite, apenas o suficiente para conseguir um puré cremoso. Temperei com pimenta e uma pitadinha de noz-moscada.

Para o molho, coloquei os frutos vermelhos num pequeno tacho, juntei o vinho do Porto e o açúcar amarelo e deixei cozinhar lentamente. O segredo é não ter pressa. O vinho vai reduzindo, os frutos começam a desfazer-se e o molho fica mais escuro, brilhante e concentrado. No final, juntei uma pequena noz de manteiga para lhe dar brilho e suavidade.

E chegamos à estrela do prato.

Fiz uns golpes em losango na pele do magret, com cuidado para não chegar à carne, e temperei com sal e pimenta.

Coloquei-o numa frigideira fria, com a pele virada para baixo, sem acrescentar qualquer gordura. Liguei o lume médio e deixei que a gordura do próprio pato fosse derretendo lentamente e a pele ganhasse uma bonita cor dourada. É também este o método recomendado pela Home Butcher. 

Juntei um ramo de alecrim para perfumar, virei o magret e deixei cozinhar do lado da carne mais alguns minutos. Retirei-o e deixei-o repousar cerca de 5 minutos antes de cortar. Este pequeno descanso faz toda a diferença para manter a carne suculenta.

Depois foi só empratar. Uma boa colherada de puré de batata-doce, o magret cortado em fatias e, por cima, o molho quente de frutos vermelhos e vinho do Porto.

O doce da batata, a acidez dos frutos vermelhos, o perfume do Porto e a intensidade do pato combinam lindamente.

É daqueles pratos que parecem de restaurante, mas que sabem ainda melhor quando são feitos em casa. E olhando para o prato, acho que desta vez não ficou nada atrás. ❤️



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